Saiba o que motiva as mulheres a pedalar em SP

Saiba o que motiva as mulheres a pedalar em SP

Movimento Conviva

Usar a bicicleta todos os dias ou boa parte deles, como meio de transporte, ainda é um desafio em grandes cidades como São Paulo. Mas, com o aumento da malha cicloviária, cada vez mais pessoas se tornam ciclistas – principalmente mulheres.

Em estudo publicado recentemente, a infraestrutura é essencial para a adoção da bike para locomoção. Mesmo assim, no Brasil, apenas 7% dos ciclistas são mulheres.

Pode até ser que a mulherada seja minoria – o dado é semelhante no mundo inteiro, com exceção de Copenhague, na Dinamarca, onde há quase um equilíbrio de gênero no pedal -, mas a gente conhece um monte delas. E, para celebrar o Dia Internacional da Mulher, conversamos com 8 ciclistas para saber o que as motiva a pedalar.

Confira, abaixo, motivações que cada uma compartilhou conosco e inspire-se a pedalar você também. 😉

Adriana Marmo

Jornalista

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Em cima da bicicleta eu descobri um mundo novo, tanto o que está ao meu redor quanto dentro de mim. Ganhei intimidade com a rua e com as pessoas, árvores, flores e histórias que nela habitam. E dentro de mim, conheci o meu lado mais bonito, que é forte corajoso e cheio de alegria. O que motiva subir na bicicleta é andar nesses dois mundos.


Aline Cavalcante

Jornalista e empreendedora

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Pedalar pra mim é mexer o corpo, a mente, o espírito. Conectar com novas emoções e olhar a paisagem. É movimento. É energia vital. É respiração, expiração e inspiração. O que me motiva a pedalar é o vento no rosto e a sensação única de saber que estou viva!


Gabriela Kato

Assistente editorial

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A gente meio que se acostuma, mas realmente dá um bem-estar se colocar em movimento. Mas pra mim é vantajoso pedalar por saber que meus trajetos vão ter mais ou menos o mesmo tempo, faça chuva ou faça sol.


Lígia Garcez

Chef

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A bicicleta proporciona uma independência e uma liberdade que não são atingíveis com carros ou outras formas de transporte. Quando pedalo sinto que posso ir onde eu quiser e quando quiser. Sinto como uma forma de protesto, uma forma de me impor, pois infelizmente ainda somos muito frágeis dentro do trânsito, e principalmente como mulheres, precisamos batalhar para conquistar o nosso espaço e provar o quanto é importante resistir e mostrar nossa força. Nós existimos e vamos continuar tentando fazer com que a nossa forma de deslocar e ver a cidade não seja reprimida por máquinas e poluentes.


Mariana Camargo

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A minha motivação foi mais uma superação e descoberta do meu corpo. Quando comecei a pedalar, achava que meu corpo não era “certo”, que não ia aguentar, que eu era fraca – enfim, não achava que eu era capaz. E aí meu corpo foi me provando que eu posso fazer o que eu quiser e pedalar me dá uma satisfação imensa, em saber que eu mesma posso ir e vir com minha energia e ainda curtir a brisa do vento no rosto. Meu corpo continua o mesmo – não escolhi a bike por estética. Mas ele me leva e me traz para todos os lugares que me proponho ir, sempre de bicicleta.


Maria Guimarães

Pesquisadora

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Eu pedalo porque pareço voar. Porque a conjunção pernas+rodas dá uma liberdade que não tem igual. Porque quando a gente vive a cidade com o próprio corpo, percebe que não é uma batalha: é vida. Porque descobre que São Paulo também tem cheiro de flor em meio à fumaça, e que tem gente e gentileza.


Silvia Ballan

Editora de vídeo

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Minha maior motivação é a liberdade. Pedalar é terapêutico. Comecei pequena, aos 5. Aos 14 estava nas ruas de SP. Pra escola, sorveteria, amigos, padaria… e até hoje utilizo a bicicleta. No começo eu nem imaginava o bem que ela trazia, duas rodas e uma magia incrível. Leveza, alegria, bem estar e muita, muita autonomia desde sempre. A bicicleta me faz sentir bem, importante e sem depender de ter ou não ter pessoas no caminho, basta um corredorzinho que vou longe. Pouco espaço, muita vontade e o resultado é positivo para todos os lados. Eu acho até que a bicicleta melhora depressão e ansiedade. Minha bicicleta faz parte de mim, sem ela nunca vivi e nem quero viver.


Talita Noguchi

Sócia-proprietária do bar e bicicletaria Las Magrelas

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A autonomia e a liberdade que a bicicleta me proporciona me levam a pedalar. Para mim é bastante sentimental, é uma celebração.

// Por Lygia de Luca, repórter do Movimento Conviva, ciclista e florista sobre duas rodas.

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