Pais e mães contam como é pedalar com os filhos

Pais e mães contam como é pedalar com os filhos

Movimento Conviva

O Dia dos Pais está chegando e nós aproveitamos essa data tão especial para celebrar as famílias de ciclistas que pedalam com os seus filhos.

Você já imaginou que há toda uma nova geração de ciclistas-mirins veteranos em São Paulo? Cada qual com sua história, a bike entra em suas vidas de forma tão natural quanto aprender a caminhar. E, modéstia à parte, ficamos felizes em saber que a CicloFaixa de Lazer participa da vida de muitas crianças que pedalam.

Uma dessas crianças prodígio é Nina, filha da cicloativista e videomaker Silvia Ballan. Hoje ela tem nove anos de idade e acompanha a mãe nos pedais desde os dois. Convenhamos, ainda poucos adultos colecionam esse período sobre duas rodas.

Tem também o Tomás, de três anos, que pedala desde que tinha apenas alguns meses de vida. Pudera: ele é filho do diretor de arte e ciclista Alexandre Manisck e Vanessa, criadora da Beauty Bike, que espalha beleza pela cidade.

Vittorio, filho da publicitária Vanessa Tordino, pedala desde os dois anos e tem, hoje, quatro. Ou seja, pedala há metade da soma de sua existência.

Conversamos com a Silvia, o Alexandre e a Vanessa pra mostrar um pouco sobre a relação entre filhos, pais e bicicleta. E você, pedala com a família? Inspire-se nas histórias desses pequenos grandes cidadãos!

Há quanto tempo vocês pedalam juntos?

Vanessa:
Há 2 anos, apenas aos Domingos e Feriados na CicloFaixa de Lazer.

Alexandre: Desde que ele consegue se sentar. Esperei a liberação da pediatra e coloquei na cadeirinha antes de fazer um ano.

Silvia: Desde 2009, quando ela tinha 2 anos.

Qual trajeto costumam fazer? Passam só por ciclovias ou precisam pegar trechos sem vias exclusivas/calçadas?

Vanessa:
Santa Cecília, Minhocão e Avenida Paulista. Nos trechos sem ciclovias vou com ele pela calçada, bem devagar.

Alexandre: Normalmente passeamos de fim de semana, vamos ao parque, ruas ou ciclovias. E alguns dias levo pra escola.

Silvia: Todos os dias pedalamos sem ciclovia. Onde moro não tem ciclovia, nenhuma estrutura cicloviária. Parte do trajeto nós vamos uma parte pelo asfalto e outra pela calçada, sempre respeitando o pedestre – vamos bem devagarinho.

Como é pedalar com uma criança em SP?

Vanessa: Na Paulista e trechos de CicloFaixa de Lazer é um prazer. Na rua acho um pouco tenso pedalar com ele… No Minhocão é prazeroso, embora em menor escala exista uma tensão com esportistas que percorrem a via no efeito zig-zag. Com uma criança pequena qualquer queda pode assustar, então sou bem cautelosa.

Alexandre: É igual a andar sem, mas com a preocupação dobrada. Ando da mesma maneira pois sempre tomo cuidado, mas com ele vou conversando, ensinando o trânsito e as regras, observando mais. As pessoas respeitam um pouco mais quando olham a cadeirinha.

Silvia: É incrível, muito prazer e desafio. A dificuldade eu deixo ser menos, pois isso depende de mim, não apenas da cidade. Tudo depende de como eu olho a minha escolha. É incrível pedalar com uma criança, você vive a cidade, conversa, cresce e amadurece juntos. Uma experiência que o tempo não apaga jamais.

O que você ensina para sua filha ou filho sobre conviver nas vias e espaços públicos?

Vanessa: A importância de andar somente na calçada e principalmente atravessar somente na faixa, quando o farol está verde para o pedestre e, mesmo assim, olhando se os carros estão parados.

Alexandre: Tudo. Tomás com 3 anos já olha farol, me avisa do verde e vermelho, me fala para andar na ciclovia quando estamos perto de uma e já até avisa os carros para darem seta. E sempre falamos como não ter pressa, que os carros não podem correr tanto no bairro. Ele percebe tudo.

Silvia: Ensino respeito e bom senso. Ela sabe que deve respeitar os mais velhos, idosos que são mais frágeis. De um modo geral, sou o exemplo. Tudo que eu faço, ela observa. Imagina uma mãe falando ao celular enquanto dirige? Pois é. Se por acaso eu estiver pedalando e olhar o celular, levo uma bronco, a Nina na hora retruca e diz pra eu guardar. Está certíssima. Acredito no exemplo. Nós costumamos usar os momentos de bike para refletir, e isso acontece quando estamos atrasadas e eu pergunto: “posso correr, Nina?”, e ela ela diz “não”.

Sua filha ou filho gosta de pedalar com você? Ela ou ele já pedala sozinha (o)?

Vanessa:
AMA! Pedala sozinho no triciclo, mas não em longas distâncias pois se cansa facilmente.

Alexandre: Ele já pedala, ou melhor, anda na bicicleta sem pedal. Mas quando saímos juntos ele ainda vai na cadeirinha. Ele não gosta de ficar muito tempo, hoje prefere sua bicicleta, pede para ir comigo, mas como é muito pequeno ainda não dá. Aí levo ele pra Paulista e fico correndo ao seu lado. Ele adora!

Silvia: Pedala e gosta, mas tem preguiça. Está acostumada a pegar carona na bike, deixei preguiçosa e confesso que a cidade para uma criança sozinha não é assim, tão tranquila. Aos finais de semana ela pedala às vezes, outras vai de carona e outras no bike trailer que proporciona pedais longos e prazerosos, além do descanso enquanto puxo o trailer.

Lygia de Luca é repórter do Movimento Conviva. Ciclista em SP há quatro anos, está no @lygiadeluca_.

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