Na Faixa

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Movimento Conviva

Não, este não é um post sobre a faixa de pedestres. Nem de uma promoção relâmpago 🙂 Este post é para falar de uma questão que parece simples, mas na prática não é. O respeito às faixas nas vias públicas. Quem anda todos os dias pelas grandes cidades sabe bem do que estamos falando. É caminhão na faixa da esquerda. Veículos em alta velocidade na faixa da direita. Ciclista na calçada. E por aí vai.

Foto: Nelson Antoine/FotoArena/AE

Então, diante desta realidade, que tal relembrarmos as regras e ficarmos atentos para não cometermos deslizes que podem ser muito mais perigosos do que a palavra significa?

Para começar, o desrespeito às faixas dá início a um ciclo de atitudes perigosas. Ele faz com que os cidadãos que estão trafegando adequadamente tenham que se deslocar para outras faixas. Neste deslocamento outros cidadãos que também estão trafegando adequadamente são mais expostos a situações de risco potencial, como por exemplo, motociclistas que podem não ser vistos nesta mudança de faixa constante, ainda mais quando realizada por vários condutores ao mesmo tempo.

Outro fator é que todos os usuários que trafegam nas vias públicas foram ensinados e formados para agirem de acordo com as leis e regras. Quando um indivíduo ou um pequeno grupo desrespeita essas leis, o restante não tem essa noção automaticamente. Eles continuam agindo como devem agir e essas atitudes muitas vezes entram em choque direto com os atos dos que desrespeitam, implicando reações imediatas.

Imagem: Idetran. A cor vermelha é usada para regular limitação de espaço para trânsito de bicicletas.

Veja só como refletir a fundo sobre algo que parece pequeno mostra como ele pode fazer diferença, neste caso negativa. Ou seja, aquela sua pequena atitude positiva pode sim fazer uma grande diferença. E aí qual é a sua escolha?

Vamos relembrar a função das faixas com a ajuda do Código Brasileiro de Trânsito? 

          –  Art. 29. O trânsito de veículos nas vias terrestres abertas à circulação obedecerá às seguintes normas:

IV – quando uma pista de rolamento comportar várias faixas de circulação no mesmo sentido, são as da direita destinadas ao deslocamento dos veículos mais lentos e de maior porte, quando não houver faixa especial a eles destinada, e as da esquerda, destinadas à ultrapassagem e ao deslocamento dos veículos de maior velocidade;

VII – a) quando os dispositivos dos veículos destinados  a socorro de incêndio e salvamento, os de polícia, os de fiscalização e operação de trânsito e as ambulâncias, estiverem acionados, indicando a proximidade dos veículos, todos os condutores deverão deixar livre a passagem pela faixa da esquerda, indo para a direita da via e parando, se necessário;

          –   Art. 30. Todo condutor, ao perceber que outro que o segue tem o propósito de ultrapassá-lo, deverá:

I – se estiver circulando pela faixa da esquerda, deslocar-se para a faixa da direita, sem acelerar a marcha;

II – se estiver circulando pelas demais faixas, manter-se naquela na qual está circulando, sem acelerar a marcha.

          –   Art. 40. Parágrafo único. Os veículos de transporte coletivo regular de passageiros, quando circularem em faixas próprias a eles destinadas, e os ciclos motorizados deverão utilizar-se de farol de luz baixa durante o dia e a noite.

          –  Art. 50. O uso de faixas laterais de domínio e das áreas adjacentes às estradas e rodovias obedecerá às condições de segurança do trânsito estabelecidas pelo órgão ou entidade com circunscrição sobre a via.

          –  Art. 52. Os veículos de tração animal serão conduzidos pela direita da pista, junto à guia da calçada (meio-fio) ou acostamento, sempre que não houver faixa especial a eles destinada, devendo seus condutores obedecer, no que couber, às normas de circulação previstas neste Código e às que vierem a ser fixadas pelo órgão ou entidade com circunscrição sobre a via. 

          –  Art. 57. Os ciclomotores devem ser conduzidos pela direita da pista de rolamento, preferencialmente no centro da faixa mais à direita ou no bordo direito da pista sempre que não houver acostamento ou faixa própria a eles destinada, proibida a sua circulação nas vias de trânsito rápido e sobre as calçadas das vias urbanas.

Imagem: Idetran.

Parágrafo único. Quando uma via comportar duas ou mais faixas de trânsito e a da direita for destinada ao uso exclusivo de outro tipo de veículo, os ciclomotores deverão circular pela faixa adjacente à da direita.

Para finalizar, vamos dar uma olhada em alguns exemplos retirados de uma matéria da Revista Escola.

Imagem: Revista Escola.

1. Ocupar duas faixas – na ânsia de pegar um lugar melhor e passar à frente, o condutor acaba atrapalhando o fluxo normal dos veículos, exasperando quem está atrás e impedindo a passagem dos motociclistas

2. Avançar a faixa de pedestres – além de atrapalhar o fluxo das pessoas, expondo-as a risco, o veículo reduz o espaço para manobra dos motoristas que pretendem fazer a conversão no cruzamento

3. Parar em fila dupla – o motorista só quer pedir uma informação. Mas não considera os demais automóveis trafegando atrás dele, obrigando-os a parar e desviar. Alguns engavetamentos ocorrem por causa disso

4. Parar fora da calçada – esta é para pedestres. Ao esperar o ônibus ou sinal verde no meio-fio, a pessoa está sujeita a atropelamento e força os condutores dos veículos a desviar ou mesmo parar

5. Estacionar em local proibido – poucos se importam com as placas se não houver fiscalização para multar. Desrespeito total aos que transitam, que muitas vezes têm de desviar, passando sobre obstáculos

6. Não parar em cruzamentos – o motorista imprudente não respeita a placa de sinalização e corta a frente dos automóveis no cruzamento. Além de irritar os que trafegam, obriga-os a reduzir a velocidade

 

E aí, prontos para respeitar a faixa e conviver? 🙂

 

 

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