Movimento Mão na Praça

Movimento Mão na Praça

Movimento Conviva

Por uma cidade mais verde, mãos na praça

Um projeto que busca revitalizar áreas verdes coletivas “esquecidas” nas cidades – ele existe. O Movimento Mão na Praça, de São Paulo, tem pouco mais de um ano de existência e já conta histórias incríveis.

“Uma experiência muito marcante foi uma ação que fizemos em uma praça na Av. Pacaembu, onde contamos com o apoio dos moradores de um prédio em frente à praça. Eles nos receberam muito bem; crianças, adultos e idosos – todos colocaram a mão na praça”, diz Gustavo Queiroz, um dos idealizadores do movimento.

Foto: divulgação.

O projeto é inspirado no “Guerrilla Gardening“, movimento iniciado em Londres por Richard Reynolds sob o conceito de usar os espaços públicos para plantar. O Mão na Praça organiza mutirões para realizar ações diversas – limpar, plantar, reciclar, unir.

As reuniões de ocupação do espaço público são grandes encontros. “Aquele momento é apenas um motivo para os amigos se reverem, para conhecer pessoas novas, para exercitar o ‘hobby’ comum da jardinagem”, conta Queiroz. “No final, víamos que gerávamos um presente visual para a cidade através daquele ato de cuidado com um espaço público”.

Durante as “ocupações”, como Queiroz chama os movimentos em que todos colocam suas mãos na massa, os laços mais simples são criados e fortalecidos, “desde o cuidado com a terra até os laços entre as pessoas que vivem aquele momento com intensidade”.

E os benefícios, para a cidade, são tão sutis quanto valiosos. “A cidade terá mais verde, flores e perfumes”, lembra Queiroz.

Crédito: Gerson Azevedo.

E mesmo para chegar até o local onde ocorrerão as plantações e revitalizações, há preocupação com a sustentabilidade. “Os participantes vão juntos de transporte público, bicicleta ou em esquema de carona”, conta. E sempre há um picnic coletivo. Oficinas também acontecem às vezes – como a de comedouros para pássaros de garrafa pet, por exemplo.

Para evitar problemas de fiscalização, o movimento cuida para não afetar os locais de forma negativa. “Temos consciência de que não podemos sair plantando árvores que modifiquem o plano paisagístico de uma praça, e por isso optamos intervenções utilizando vegetações rasteiras e flores”, revela o idealizador.

O principal benefício de aproximação entre natureza e metropolitas é simples. “Estreitar o laço de pertencimento àquele lugar entre o munícipe e a cidade”, conclui Queiroz.

Faça parte desse movimento, cuidando e não deteriorando as praças da sua cidade. Afinal, um ambiente agradável é muito melhor para que a gente possa se sentir bem e conviver em harmonia. Conviva você também! 🙂

 

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