Deslocamento intermodal

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Intermodal: felicidade entre bikes, metrô, ônibus e carona

São Paulo tem área de 1.530 quilômetros quadrados. E não é uma cidade plana. Pedalar nela? Sim, por muitas razões – entre elas, ser opção sustentável de transporte. Mas espera aí: com esse tamanho todo, nem sempre conseguimos chegar aonde queremos só nas pedaladas.

Por isso, provavelmente você já ouviu o termo “intermodal”. Basicamente, a palavra significa que você vai de um ponto a outro usando dois ou mais meios de transporte. No caso de Tarsila de Souza, as modalidades complementares são a bike e o metrô.

Desde 2011, Tarsila transita por SP com sua dobrável. “No começo o pessoal estranhava quando eu entrava com a bike dobrável aqui no prédio onde trabalho – tem gente que achava sujo, bagunçado. Agora todo mundo acostumou”, conta ela.

E tem mais história de estranheza em adentrar locais com a bike. “No metrô, a implicância que eles tinham era que você não podia entrar com bike dobrável fora do horário pra bikes. Mas daí fizeram alguma ação que convenceu o metrô a liberar. Hoje o que me cobram é a capinha, igual ao prédio onde trabalho”.

Os ônibus, por sua vez, são receptivos. “Geralmente o motorista e o cobrador dão o maior apoio, começam a puxar algum papo sobre bicicleta e deixam a gente sair pela frente pra não ter que passar com ela pela catraca”, compartilha a ciclista.

Ônibus com suporte para bikes sendo testado em São Paulo. Foto: Vá de Bike http://migre.me/9Eqv7.

Outro transporte elogiado por Tarsila e recomendado para um feliz intermodal é o trem. “É maravilhoso; em algumas estações há bicicletário com senha e uma pessoa cuidando. Achei demais, senti muita segurança”.

Táxi e carro? Não esquecemos deles – e nem nossa personagem, que usufrui dos benefícios de sua dobrável quando sente sono ou quer aproveitar uma carona pós-festa. Mas nem tudo são flores: a bike dobrável é pesada. “Não dá pra ir empurrando, fora algumas estações que não têm escada rolante”, diz, e é feliz. Já Aline Cavalcante, jornalista conhecida como Pedaline, vez ou outra pega carona de carro para ir até uma estação de metrô e seguir caminho.

Aline já teve uma dobrável mas desistiu dela ao notar que parou de usar sua principal função: dobrar. Além disso, ela afirma que tinha preguiça de dobrar pra subir e descer escadas. Então passou a fazer o percurso inteiro só pedalando. “Os meus pinos no pulso foram um grande motivador também”, explica. O intermodal dela, no geral, inclui “caminhar, pedalar e transporte público”. A citação anterior – a das caronas de carro -, acontecem, mas são menos frequentes.

 

E você, o que nos diz? Faz intermodal, convive e é feliz? 🙂

 

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