Cidades acessíveis para todos

Cidades acessíveis para todos

Movimento Conviva

No Brasil, 24% da população tem algum tipo de deficiência, segundo o IBGE. Embora a pesquisa não informe o número total de deficientes motores, estes existem e sofrem, principalmente em grandes cidades, para se locomover com conforto entre ruas, calçadas, estabelecimentos e transporte público.

Foto: http://migre.me/aqsLa

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Cada vez mais a sociedade se mobiliza para que o direito à acessibilidade seja respeitado. Em 2007, foi regulamentada a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida. E os direitos da pessoa com deficiência estão previstos na lei. Em São Paulo, vinculada a essa secretaria, há a Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA), que coordena ações com o objetivo de eliminar barreiras arquitetônicas e assegurar o acesso dos deficientes físicos a todos os serviços na cidade.

Estacionamento reservado para deficientes em Cuiabá. Foto: http://migre.me/aqsU2

Infelizmente, o cenário ainda está longe do ideal. Apenas 26% dos ônibus são adaptados e a frota de táxis acessíveis é de apenas 35 em toda São Paulo. Isso porque, a Lei da Acessibilidade prevê que qualquer transporte público – de qualquer cidade brasileira -, adquirido a partir de 2004, seja acessível.

Acessibilidade nos ônibus ainda não é o ideal. Foto: http://migre.me/aqt5J

O escritório de arquitetura Desenho Universal Consultoria em Acessibilidade (DUCA) trabalha para tornar possível e facilitar o acesso dos deficientes a estabelecimentos públicos, como restaurantes, supermercados e shoppings.

“Vemos uma crescente procura pelos serviços, mas é uma procura sempre ‘pós’ denúncia ou multas dos órgãos públicos”, conta Camila Caruso, arquiteta e sócia do DUCA. “Quando não tem mais para onde correr, vamos para apagar o incêndio”, lamenta.

Quem busca o serviço de consultoria em acessibilidade, normalmente, são grandes empresas, que precisam se adequar às normas e exigências do público em geral. Em cada projeto, muitos pontos devem ser considerados.

“Na criação e adaptação de espaços públicos e privados, devem ser considerados, sempre, a autonomia, conforto e segurança dos deficientes”.

Na área de arquitetura, implementar um projeto envolve vencer desafios. Camila conta que as dificuldades normalmente aparecem quando o edifício já existe e “temos que adaptá-lo sem alterar sua estrutura, história e necessidades de uso”. Mas “quando o projeto está no papel, podemos pensar com mais clareza e alterar o que for necessário para o atendimento das normas”, explica.

O escritório, que tornou acessível o McDonald’s situado no cruzamento da Av. Henrique Schaumann com a Av. Rebouças, sofre preconceito ao apresentar seu trabalho às empresas. “Eles falam que não têm interesse em se adequar, porque lá não tem clientes deficientes que freqüentam o estabelecimento. E sempre falo: ‘justamente, não frequentam porque não tem acesso’”, conta Camila. “Os clientes têm que perceber que, além da importância da opinião pública, da sociedade civil, há também os direitos do cidadão – que devem ser respeitados e cumpridos”.

Não podemos esquecer que pessoas com deficiência fazem parte da nossa sociedade e precisam de meios adequados para poderem se deslocar e praticar atividades rotineiras com independência e segurança. Respeite, colabore, conviva! 🙂

 

Imagem de capa: http://migre.me/aqtcP

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