Bike pelo mundo em 2012

Bike pelo mundo em 2012

Movimento Conviva

Este ano, nós começamos uma viagem para entender como outras cidades pelo mundo encaram a bicicleta como meio de transporte. E notamos que nem sempre os locais hoje considerados bike friendly tiveram estrutura segura para os ciclistas – mas sim que, a população, lutando e pedindo pela convivência no trânsito, conquistou seu espaço para pedalar.

Para começar aqui pela América do Sul, fomos para Bogotá, a capital da Colômbia. Entre 1998 e este ano, 344 quilômetros de ciclovias foram construídos na cidade. Com mais de 500 mil pessoas usando a bike para se locomover, foi registrada uma redução de 13% nas emissões de gás carbônico – viva o ar mais puro!

Ciclistas em Bogotá, Colômbia.

A gente subiu direto para a América do Norte, curiosos para entender como é a relação dos Estados Unidos com a bicicleta. Ficamos surpresos ao descobrir que Los Angeles, famosa por ser uma cidade feita para carros, abriu espaço para as bikes. Em 2011, LA aprovou um plano para construir 2.700 km de ciclovias nos próximos 35 anos. Wow, hein?

Daí chegamos à vizinha São Francisco, cidade de fato famosa pelas facilidades oferecidas aos ciclistas. Foi lá que nasceu o movimento Critical Mass (aqui, chamado de Bicicletada), que reúne ciclistas uma vez por mês pelo direito de pedalar. Lá, o primeiro plano para criar uma estrutura para bicicletas foi visto como um “ato de destruir árvores”.

Mesmo com sua fama, São Francisco ainda não é a cidade norte-americana com a maior aderência ao uso de bikes como transporte. Essa cidade é Portland, no Estado de Oregon. É nesse Estado que está a cidade de Corvallis, onde 9,3% pedalam até o trabalho – contra cerca de 3,2% em São Francisco.

Em Portland, existe um espaço exclusivo para os ciclistas nos cruzamentos.

Espiamos ainda Nova York que, embora tenhamos registrado, em agosto desse ano, as dificuldades para o sistema de compartilhamento de bikes sair do papel, essa data, 2013, bate à porta. O projeto da cosmopolita região é construir 2.800 km de ciclovias até 2030.

Na Europa, mostramos o Bicing, que desenhou a cultura de bikes em Barcelona, na Espanha, com seu sistema de compartilhamento. Lá, há cerca de 200 km de ciclovias. Vimos, então, outro sistema de bike sharing, o Vélib, em Paris. Curiosamente, o segundo maior sistemas de bicicletas compartilhadas do mundo, sofreu dificuldades em seu primeiro ano: 8 mil bikes roubadas e 16 mil vandalizadas.

De Paris para Londres, é um pulo – mas ainda continuamos cycle chics. Os londrinos precisaram do incentivo de ciclovias e bikes compartilhadas também para pedalarem mais – em um ano, a aderência ao ciclismo urbano cresceu 70%.

E chegamos ao “topo do mundo” quando falamos em topografia e condições ideais para se pedalar: Amsterdam e Copenhage. Na cidade holandesa, hoje faltam vagas para bicicletas – mas já houve um tempo em que o carro era o símbolo de sucesso. Já na cidade dinamarquesa, 36% da população vai ou vem do trabalho em horário de rush.

Estacionamento para bicicletas, em Copenhagem. Feito de fibra de vidro, dá a ideia exata de quantas bicicletas podem ser estacionadas no espaço de um carro. Foto: designboom.com

Independente das histórias pelo mundo, a lição é simples: do nada, pode-se chegar muito longe. Basta a população se mobilizar e ocupar. Pedalar é um direito de todos – e, no caso do Brasil, mais do que registrado no Código de Trânsito Brasileiro.

Em 2013, continuaremos a contar histórias pelo mundo. Fique de olho e continue viajando com a gente! 😉

Movimento Conviva

Instagran Youtube

Ciclofaixa São Paulo

Instagran Youtube

Ciclofaixa Osasco

Instagran