5 lições que podemos aprender de cidades pelo mundo

5 lições que podemos aprender de cidades pelo mundo

Movimento Conviva

Algumas cidades do mundo estão transformando a mobilidade urbana. Entre elas, estão São Paulo e Fortaleza.

A descoberta foi feita durante o evento Transforming Transportation, que aconteceu nos Estados Unidos esse ano e mostrou, com representantes de 10 cidades, como está sendo tratado o assunto “meio de transporte”. O Brasil foi representado por São Paulo e Fortaleza, ao lado de Bangkok (Tailândia), Saigon (Vietnã), Shanghai (China), Accra (Gana), Addis Ababa (Etiópia), Bandung (Indonésia), Bogotá (Colômbia) e  Mumbai (Índia).

Com o cruzamento das iniciativas, chegou-se a uma lista com cinco lições que podemos aprender sobre o transporte nesses locais – e, principalmente, como tornar as cidades mais seguras para pessoas. Confira abaixo:

1. As cidades devem focar nas pessoas, e não nos veículos

A princípio, as ruas e avenidas foram criadas para receber carros em alta velocidade. Mas, dessa forma, restaram poucos espaços para caminhar e pedalar. O que as cidades no ranking estão fazendo é tentar sair da orientação de automóveis e partir para uma orientação focada nas pessoas. Dessa forma, é favorecido o transporte público, espaços abertos são mobiliados para que haja convivência nas metrópoles e vias calmas, com velocidade de até 30 km/h, garantem a segurança de quem transita a pé ou não motorizado – e, é claro, por consequência, dos motoristas.

A pesquisa cita São Paulo que, no último ano, reduziu a velocidade de inúmeras vias, além de ter implementado as vias calmas em vários bairros, o que garantiu maior segurança a todos.

2. Estrutura para os pedestres garante segurança nas vias

O estudo cita Mumbai, na Índia, como exemplo na implementação de estrutura focada nos pedestres. Já que, em algum momento, todos andamos a pé nas cidades, é importante ter políticas focadas nos caminhantes.

Mumbai selecionou 9,5 km de vias para aumentar as calçadas e os espaços de paradas para ônibus e vendedores de rua. O projeto é piloto e parece simples, mas em um país em desenvolvimento e de trânsito caótico como a Índia, é essencial para a segurança da população.

Já em Bangkok, na Tailândia, uma via promove uma extensão da calçada em horários de pico para garantir a segurança de quem vai e vem do trabalho.

Em São Paulo, vários cruzamentos tem recebido faixas de pedestre transversais, que facilitam a vida de quem atravessa as ruas na diagonal e precisa otimizar o tempo que leva o trajeto.

3. Aumentar o número de ciclistas aumenta também a segurança

Quando se proporciona estrutura para que as pessoas transitem de bicicleta, também é proporcionado um meio de transporte seguro em uma cidade. O impacto é direto na segurança das metrópoles. Em Xangai, na China, há um plano de construir 2000 km de ciclovias.

Em Fortaleza, recentemente, foi implementado um sistema de compartilhamento de bikes. O estudo ressalta ainda os 400 km de novas ciclovias de São Paulo como medida exemplar em manter mais ciclistas ativos.

4. Melhorar o transporte público

Para o levantamento, Bogotá é um exemplo em transporte público com o seu Transmilenio Bus Rapid Transit (BRT), que trafega em 112 km de vias exclusivas para ônibus e transporte 2,2 milhões de colombianos por dia.

Na cidade de Saigon, no Vietnã, estão sendo construídos metrôs e aumentando a frota de ônibus para proporcionar mais transporte público à população. Já Mumbai, na Índia, está criando um super terminal de ônibus central para melhorar os acessos.
5. Mudar a cultura

Além de reduzir a velocidade em vias para proporcionar mais tranquildade à população ao caminhar ou pedalar pelos bairros de suas cidades, muitos governos também têm recuperado espaços públicos para que as pessoas possam interagir em suas comunidades.

Vagas vivas e intervenções como a Paulista aberta garantem a São Paulo uma excelente reputação no levantamento.

*Com informações do The City Fix

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